A classificação de cafés especiais no Brasil mudou. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) adotou oficialmente o Coffee Value Assessment (CVA), a nova metodologia global da Specialty Coffee Association (SCA). Essa mudança aposenta o antigo sistema de nota única criado em 2004, alinhando o mercado nacional às exigências e padrões mais modernos da indústria internacional.
O novo protocolo avalia o café por meio de quatro dimensões integradas: valor sensorial, físico, afetivo e extrínseco. Isso significa que, além da análise de sabor, corpo, acidez e integridade física do grão, o sistema agora valoriza a experiência subjetiva do provador, a sustentabilidade, a origem geográfica (terroir) e a história do produtor. O ponto de corte técnico para um café ser considerado especial continua sendo de 80 pontos, desde que não apresente defeitos.
A implementação oficial da nova regra já é uma realidade de mercado no Brasil. O processo de transição começou em meados de 2025, com a assinatura do memorando com a SCA e o início das capacitações de instrutores e provadores. Desde janeiro de 2026, o uso do CVA tornou-se obrigatório para exames de Q-Graders e calibrações oficiais, sendo amplamente adotado nos grandes concursos da safra atual.
Para os produtores, exportadores e torrefadores, a mudança exige atualização imediata para não perder competitividade. A BSCA já disponibiliza treinamentos específicos e calibrações para profissionais da área em sua plataforma de cursos. Adaptar-se ao CVA é o caminho necessário para valorizar a história de cada lote e garantir a inserção do café brasileiro nos mercados mais exigentes do mundo.
Fonte: www.bsca.com.br
Fonte: www.bsca.com.br
